segunda-feira, 30 de abril de 2012

AR COMPRIMIDO
(Heliel Rocha)

Passos apressados dedilham meu ouvido
Ela tem um corpo sem sal e um sorriso bonito
Brados sem vocal apertam meus cílios
Um corpo normal não serve ao orgulho ferido.

Covarde com verde
Como   véspera de feriado.
Não vou tirar o mofo, nem matar a sede
Nem lavar a roupa, nem limpar o armário.
Covarde com verde
Como boás dedilhados
Não vai te tocar nem sair do quarto
Nem tirar a roupa nem abrir o armário.

Pálpebras estressadas “cartilham” um comprimido
Ela casa perfeitamente com esse seu tipo.

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